A mistura de óleo diesel com querosene faz a floresta arder em chamas. Durante quatro dias, um grupo de pessoas trabalhou duro em Canarana, em Mato Grosso, para fazer um pedaço da Amazônia queimar. Mas não se tratam de devastadores: pelo contrário, são cientistas que querem entender melhor como o fogo se comporta na floresta.
Para isso, eles mantêm três campos com 50 hectares de mata. Um deles é queimado a cada três anos, o segundo é incendiado anualmente, e o terceiro é conservado para servir de comparação. As áreas se localizam dentro da Fazenda Tanguro, do grupo André Maggi, que pertence à família do governador matogrossense.
“Um time coloca fogo e o outro vai fazendo medições”, explica Paulo Brando, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que conduz os trabalhos no local em parceria com o Woods Hole Research Center, dos EUA.
O objetivo das queimadas propositais é medir suas emissões de gases causadores de efeito estufa e como o fogo se propaga, permitindo que se possa determinar com antecedência quais são os lugares mais propensos a se incendiarem. Isso é importante especialmente no caso do fogo rasteiro, já que não pode ser visto no monitoramento por satélite, explica Brando.
Além do tamanho e velocidade das chamas, são medidas também temperatura e umidade do ambiente e das plantas, antes e depois do fogo.
As duas diferentes periodicidades de queima (um e três anos) têm a função de evidenciar como a floresta se deteriora a cada incêndio e como se recupera nos intervalos. As queimadas não destróem a mata de uma só vez. A cada época de seca, a reincidência de fogo faz com que a vegetação se desfigure gradualmente.
Após uma primeira queima, espécies de fora, como o capim, começam a crescer entre as árvores, tornando as áreas mais propensas a um novo fogo no ano seguinte.
Dennis Barbosa
Do Globo Amazônia, em São Paulo
http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1289667-16052,00-PARA+ESTUDAR+QUEIMADAS+PESQUISADORES+INCENDEIAM+FLORESTA+EM+MT.html
IBAMA - www.ibama.gov.br
O IBAMA conta com a sua colaboração! Ajude o Brasil a dizer não ao tráfico de animais silvestres. Se decidir ter um animal silvestre como animal de estimação, não compre animais de criadouros ilegais e não adquira animais provenientes do tráfico e do comércio clandestino.
domingo, 13 de setembro de 2009
Energia versus Efeito Estufa
A procura de alternativas aos combustíveis fósseis combina duas preocupações fundamentais que, até recentemente, eram tratadas em separado. De um lado, a tomada de consciência de que o mundo caminha a passos rápidos rumo a uma crise energética por causa do possível esgotamento das jazidas de petróleo. A falta desse combustível pode levar à decadência as maiores economias do planeta. Do outro, tornam-se cada vez mais evidentes as mudanças climáticas provocadas pelo efeito estufa, um fenômeno causado pela crescente poluição da atmosfera com gases que contêm CO2, CH4 e outras substâncias.
Os governantes dos paises mais ricos e poderosos nunca deram muita importância às advertências dos cientistas e das entidades de defesa do meio ambiente sobre os danos decorrentes do efeito estufa. A emissão desses gases, em quantidades cada vez maiores, está aumentando a temperatura média do planeta, com consequências catastróficas, como o derretimento do gelo nas montanhas e nas regiões polares e a elevação do nível dos oceanos. Um acordo internacional, o Protocolo de Kyoto, chegou a ser firmado em 1997. Atualmente conta com a adesão de 171 países que se comprometeram a alterar sua matriz de energia a fim de reduzir a emissão desses gases tão nocivos. Mas o resultado prático tem sido muito limitado, uma vez que os principais responsáveis pelo efeito estufa – os Estados Unidos e a China – se recusaram a aderir ao acordo, alegando que isso atrapalharia seu crescimento econômico.
Desafio
Agora, finalmente, é possível que a catástrofe ambiental venha a receber a atenção que merece. A publicação, no início de 2007, do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que reúne os principais especialistas no tema, demonstrou sem nenhuma margem de dúvida, que o meio mais eficiente para combater o aquecimento global e a redução do consumo de combustíveis fósseis e, em especial, o petróleo. Na realidade,os dois problemas – energia e meio ambiente – são faces da mesma moeda.
Portanto, o desafio atual consiste em mudar o modo pelo qual a energia é obtida e consumida sem que essa alteração prejudique o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida. Não existe uma solução fácil, pois o dilema energético envolve uma questão vital para a economia e para a vida cotidiana. Mesmo fontes de energia consideradas “limpas” podem causar efeitos no meio ambiente e à sociedade. Para obter eletricidade a partir da água dos rios é necessária a construção de gigantescas usinas hidrelétricas, que deslocam milhares de pessoas, destroem florestas e,de quebra, agravam o efeito estufa por meio do gás carbônico que emana da decomposição dos vegetais nas área alagadas.A energia nuclear, que começou a ser utilizadas para fins pacíficos na década de 1950, teve sua expansão interrompida, há vinte anos, diante da dificuldade de encontrar um destino satisfatório para os resíduos radiativo(“lixo atômico”) e por causa dos riscos de segurança. Imagine, por exemplo, o que aconteceria se terroristas se apoderassem do urânio empregado como matéria-prima nas usinas nucleares.
Fonte: Guia do Estudante, Atualidades Vestibular 2008.
Os governantes dos paises mais ricos e poderosos nunca deram muita importância às advertências dos cientistas e das entidades de defesa do meio ambiente sobre os danos decorrentes do efeito estufa. A emissão desses gases, em quantidades cada vez maiores, está aumentando a temperatura média do planeta, com consequências catastróficas, como o derretimento do gelo nas montanhas e nas regiões polares e a elevação do nível dos oceanos. Um acordo internacional, o Protocolo de Kyoto, chegou a ser firmado em 1997. Atualmente conta com a adesão de 171 países que se comprometeram a alterar sua matriz de energia a fim de reduzir a emissão desses gases tão nocivos. Mas o resultado prático tem sido muito limitado, uma vez que os principais responsáveis pelo efeito estufa – os Estados Unidos e a China – se recusaram a aderir ao acordo, alegando que isso atrapalharia seu crescimento econômico.
Desafio
Agora, finalmente, é possível que a catástrofe ambiental venha a receber a atenção que merece. A publicação, no início de 2007, do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que reúne os principais especialistas no tema, demonstrou sem nenhuma margem de dúvida, que o meio mais eficiente para combater o aquecimento global e a redução do consumo de combustíveis fósseis e, em especial, o petróleo. Na realidade,os dois problemas – energia e meio ambiente – são faces da mesma moeda.
Portanto, o desafio atual consiste em mudar o modo pelo qual a energia é obtida e consumida sem que essa alteração prejudique o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida. Não existe uma solução fácil, pois o dilema energético envolve uma questão vital para a economia e para a vida cotidiana. Mesmo fontes de energia consideradas “limpas” podem causar efeitos no meio ambiente e à sociedade. Para obter eletricidade a partir da água dos rios é necessária a construção de gigantescas usinas hidrelétricas, que deslocam milhares de pessoas, destroem florestas e,de quebra, agravam o efeito estufa por meio do gás carbônico que emana da decomposição dos vegetais nas área alagadas.A energia nuclear, que começou a ser utilizadas para fins pacíficos na década de 1950, teve sua expansão interrompida, há vinte anos, diante da dificuldade de encontrar um destino satisfatório para os resíduos radiativo(“lixo atômico”) e por causa dos riscos de segurança. Imagine, por exemplo, o que aconteceria se terroristas se apoderassem do urânio empregado como matéria-prima nas usinas nucleares.
Fonte: Guia do Estudante, Atualidades Vestibular 2008.
Preocupação com Rio Tiête ( ou 'joagada de marketing') [?]
Flutuador percorre trecho do Rio Tietê na capital paulista
A bordo de um caiaque, o ecoesportista Dan Robson acompanha percurso.
Objetivo da experiência é medir qualidade da água em toda a extensão.
O flutuador desenvolvido em parceria entre a Rede Globo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) percorreu nesta sexta-feira (11) um trecho do Rio Tietê na capital paulista, depois de 11 dias desde o início do percurso, no município de Biritiba-Mirim. A bordo de um caiaque, o ecoesportista Dan Robson acompanhou o flutuador até a Ponte Cruzeiro do Sul. Neste sábado (12), Dan parte do mesmo ponto e segue até o fim da Marginal Tietê. O objetivo da experiência é medir a qualidade da água em toda a extensão do rio (Foto: TV Globo/Bob Paulino)
Flutuador registra aumento de nível de oxigênio no Tietê
Nível passou de 0,6 para 3,5, que é considerado ruim. Poluição causada por esgoto é maior problema do rio.
O flutuador desenvolvido pela Rede Globo e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e que percorre o Rio Tietê há onze dias registrou nesta sexta-feira (11) o aumento dos níveis de oxigênio na água no começo da área urbana de São Paulo. Na quinta-feira (10), o índice tinha ficado em 0,1, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e na manhã desta sexta, chegou a 3,5. Esse nível, porém, é ainda considerado ruim.
A melhora nos nível de oxigênio, porém, aconteceu num ponto específico. Depois, os índices voltaram a cair.
Às 6h desta sexta, o flutuador começou a expedição perto da Ponte Imigrante Nordestino, na Zona Leste. Às 6h30, o primeiro índice registrado foi de 0,8, considerado péssimo. Duzentos metros depois, o nível de oxigênio na água melhorou muito, passando para 3,5, ainda considerado ruim.
Às 7h30, caiu um pouquinho e foi para 2,8. Uma hora mais tarde, o índice voltou a subir para 3,5. Às 9h, o nível caiu novamente e foi para 2,6, ainda ruim. A partir daí, só caiu e, às 10h, foi para 1,9, considerado péssimo. Às 11h, o nível piorou ainda mais, chegando a 0,6.
A poluição causada pelo lançamento de esgoto no rio é o maior problema do Rio Tietê. Enquanto não forem feitas a coleta e o tratamento adequado, o rio vai continuar sofrendo com a poluição. Outro problema grave é o lixo e carcaças que são levadas pelas chuvas ou que são jogadas diretamente no rio.
Flutuador percorre Rio Tietê para medir índice de oxigênio na água
Experiência começou às 6h30 desta terça-feira (1º) em Biritiba-Mirim.
Flutuador usado em medição foi desenvolvido pela Rede Globo e pelo IPT.
A partir desta terça-feira (1º), um flutuador desenvolvido pela Rede Globo e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vai percorrer o Rio Tietê para medir o índice de oxigênio na água. Existem muitas formas de medir a qualidade da água. Mas a quantidade de oxigênio é fundamental para determinar a possibilidade de sobrevivência dos peixes.
O Tietê é um rio diferente. Ele nasce perto do mar, corre para o interior e vai desaguar no Rio Paraná. Depois de ficar muito poluído na capital paulista, o Tietê ganha vida de novo. O primeiro trecho onde ocorrerá a medição é em Biritiba-Mirim, a 79 km de São Paulo. O rio nasce em Salesópolis, a 50 km de Biritiba-Mirim. Mas o flutuador não foi lançado na nascente do rio, porque é um trecho muito acidentado.
Por meio de um programa de computador, será possível acompanhar, em tempo real, onde está o flutuador e qual o nível de oxigênio na água naquele local. São três índices de medição: de zero a 1,9 significa que o nível de oxigênio na água é péssimo, quase não há vida. De dois a 4,9, é ruim. E, acima de cinco, bom. O flutuador foi lançado às 6h30, na zona rural de Biritiba-Mirim. A água tinha 5,6 de oxigênio, considerado bom.
Até as 9h, ele havia percorrido 4 km e o índice mudou. Passou para 6,1, aumentou a qualidade. No início da tarde desta terça-feira, o flutuador estava a 1 km do Centro do município e o nível de oxigênio era de 6 pontos. Essa é uma região que tem muitas pedras e igarapés, o que ajuda a manter o rio limpo.
A bordo de um caiaque, o ecoesportista Dan Robson acompanha percurso.
Objetivo da experiência é medir qualidade da água em toda a extensão.
O flutuador desenvolvido em parceria entre a Rede Globo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) percorreu nesta sexta-feira (11) um trecho do Rio Tietê na capital paulista, depois de 11 dias desde o início do percurso, no município de Biritiba-Mirim. A bordo de um caiaque, o ecoesportista Dan Robson acompanhou o flutuador até a Ponte Cruzeiro do Sul. Neste sábado (12), Dan parte do mesmo ponto e segue até o fim da Marginal Tietê. O objetivo da experiência é medir a qualidade da água em toda a extensão do rio (Foto: TV Globo/Bob Paulino)
Flutuador registra aumento de nível de oxigênio no Tietê
Nível passou de 0,6 para 3,5, que é considerado ruim. Poluição causada por esgoto é maior problema do rio.
O flutuador desenvolvido pela Rede Globo e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e que percorre o Rio Tietê há onze dias registrou nesta sexta-feira (11) o aumento dos níveis de oxigênio na água no começo da área urbana de São Paulo. Na quinta-feira (10), o índice tinha ficado em 0,1, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e na manhã desta sexta, chegou a 3,5. Esse nível, porém, é ainda considerado ruim.
A melhora nos nível de oxigênio, porém, aconteceu num ponto específico. Depois, os índices voltaram a cair.
Às 6h desta sexta, o flutuador começou a expedição perto da Ponte Imigrante Nordestino, na Zona Leste. Às 6h30, o primeiro índice registrado foi de 0,8, considerado péssimo. Duzentos metros depois, o nível de oxigênio na água melhorou muito, passando para 3,5, ainda considerado ruim.
Às 7h30, caiu um pouquinho e foi para 2,8. Uma hora mais tarde, o índice voltou a subir para 3,5. Às 9h, o nível caiu novamente e foi para 2,6, ainda ruim. A partir daí, só caiu e, às 10h, foi para 1,9, considerado péssimo. Às 11h, o nível piorou ainda mais, chegando a 0,6.
A poluição causada pelo lançamento de esgoto no rio é o maior problema do Rio Tietê. Enquanto não forem feitas a coleta e o tratamento adequado, o rio vai continuar sofrendo com a poluição. Outro problema grave é o lixo e carcaças que são levadas pelas chuvas ou que são jogadas diretamente no rio.
Flutuador percorre Rio Tietê para medir índice de oxigênio na água
Experiência começou às 6h30 desta terça-feira (1º) em Biritiba-Mirim.
Flutuador usado em medição foi desenvolvido pela Rede Globo e pelo IPT.
A partir desta terça-feira (1º), um flutuador desenvolvido pela Rede Globo e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vai percorrer o Rio Tietê para medir o índice de oxigênio na água. Existem muitas formas de medir a qualidade da água. Mas a quantidade de oxigênio é fundamental para determinar a possibilidade de sobrevivência dos peixes.
O Tietê é um rio diferente. Ele nasce perto do mar, corre para o interior e vai desaguar no Rio Paraná. Depois de ficar muito poluído na capital paulista, o Tietê ganha vida de novo. O primeiro trecho onde ocorrerá a medição é em Biritiba-Mirim, a 79 km de São Paulo. O rio nasce em Salesópolis, a 50 km de Biritiba-Mirim. Mas o flutuador não foi lançado na nascente do rio, porque é um trecho muito acidentado.
Por meio de um programa de computador, será possível acompanhar, em tempo real, onde está o flutuador e qual o nível de oxigênio na água naquele local. São três índices de medição: de zero a 1,9 significa que o nível de oxigênio na água é péssimo, quase não há vida. De dois a 4,9, é ruim. E, acima de cinco, bom. O flutuador foi lançado às 6h30, na zona rural de Biritiba-Mirim. A água tinha 5,6 de oxigênio, considerado bom.
Até as 9h, ele havia percorrido 4 km e o índice mudou. Passou para 6,1, aumentou a qualidade. No início da tarde desta terça-feira, o flutuador estava a 1 km do Centro do município e o nível de oxigênio era de 6 pontos. Essa é uma região que tem muitas pedras e igarapés, o que ajuda a manter o rio limpo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O que é chuva ácida
A denominação de chuva ácida é utilizada para qualquer chuva que possua um valor de pH inferior a 4,5 unidades.
Esta acidez da chuva é causada pela solubilização de alguns gases presentes na atmosfera terrestre cuja hidrólise seja ácida. Entre estes destacam-se os gases contendo enxofre proveniente das impurezas da queima dos combustíveis fósseis.
Pode também dizer-se que as chuvas "normais" são ligeiramente ácidas, pois apresentam um valor de pH próximo de 5,6. Essa acidez natural é causada pela dissociação do dióxido de carbono em água, formando um ácido fraco, conhecido como ácido carbónico, de acordo com a reacção química que se apresenta abaixo:
CO2 (g) + H2O (l) ---> H2CO3 (aq)
O que causa?
Os principais contribuintes para a produção dos gases que provocam as chuvas ácidas, lançados na atmosfera, são as emissões dos vulcões e alguns processos biológicos que ocorrem nos solos, pântanos e oceanos.
A acção humana no nosso planeta é também grande responsável por este fenómeno. As principais fontes humanas desses gases são as indústrias, as centrais termoeléctricas e os veículos de transporte.
Estes gases podem ser transportados durante muito tempo, percorrendo milhares de quilómetros na atmosfera antes de reagirem com partículas de água, originando ácidos que mais tarde se precipitam.
A precipitação ácida ocorre quando a concentração de dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de azoto (NO, NO2, N2O5) é suficiente para reagir com as gotas de água suspensas no ar (as núvens).
Tipicamente, a chuva ácida possui um pH à volta de 4,5, podendo transformar a superfície do mármore em gesso.
A chuva ácida industrial é um problema substancial na China, na Europa Ocidental, na Rússia e em áreas sob a influência de correntes de ar provenientes desses países. Os poluentes resultam essencialmente da queima de carvão com enxofre na sua composição, utilizado para gerar calor e electricidade.
Mas nem sempre as áreas onde são libertados os poluentes, como as áreas industriais, sofrem as consequências dessas chuvas, justamente porque a constante movimentação das massas de ar transporta esses poluentes para zonas distantes.
Por esta razão, a chuva ácida é, também considerada uma forma de poluição transfronteiriça, já que regiões que não poluem podem ser severamente prejudicadas pela sua precipitação.
Como se forma?
Os dois principais compostos que estão na origem deste problema ambiental dão origem a processos diferentes de formação de ácidos:
1- O Enxofre
O enxofre é uma impureza frequente nos combustíveis fósseis, principalmente no carvão mineral e no petróleo, que ao serem queimados também promovem a combustão desse composto, de acordo com as seguintes reacções químicas:
S (s) + O2 (g) ---> SO2 (g)
2 SO2 (g) + O2 (g) ---> 2 SO3 (g)
O enxofre e os óxidos de enxofre podem também ser lançados na atmosfera pelos vulcões.
Os óxidos ácidos formados reagem com a água para formar ácido sulfúrico (H2SO4), de acordo com a equção:
SO3 (g) + H2O (l) ---> H2SO4 (aq)
ou pode também ocorrer a reacção seguinte, formando-se ácido sulfuroso (H2SO3):
SO2 (g) + H2O (l) ---> H2SO3 (aq)
2 - O Azoto
O azoto (N2) é um gás abundante na composição da atmosfera e muito pouco reativo. Para reagir com o oxigénio do ar precisa de grande quantidade de energia, como a que se liberta numa descarga eléctrica ou no funcionamento de um motor de combustão. Estes motores são actualmente os maiores responsáveis pela reacção de oxidação do azoto. Os óxidos, ao reagir com água, formam ácido nitroso (HNO2) e ácido nítrico (HNO3), de acordo com as seguintes reacções químicas:
Na câmara de combustão dos motores, ocorre a seguinte reacção química:
N2 (g) + O2 (g) ---> 2 NO (g)
O monóxido de azoto (NO) formado, na presença do oxigénio do ar, produz dióxido de azoto:
2 NO (g) + O2 (g) ---> 2 NO2 (g)
Por suaq vez, o dióxido de azoto formado, na presença da água (proveniente da chuva), forma ácidos de acordo com a equação:
2 NO2 (g) + H2O (l) ---> HNO3 (aq) + HNO2 (aq)
As evidências de um crescente aumento nos níveis de chuva ácida vêm da análise das camadas de gelo oriundas dos glaciares.
Verifica-se uma repentina diminuição do pH a partir da Revolução Industrial de 6 para 4,5 ou 4.
Desde a Revolução Industrial as emissões de óxidos de enxofre e azoto na atmosfera aumentaram.
As Indústrias e as centrais termoeléctricas que queimam combustíveis fósseis, principalmente o carvão, são a principal fonte desses gases. Já chegaram a ser registados valores de pH abaixo de 2,4 em algumas áreas industriais. O sector dos transportes, movidos a combustíveis fósseis, juntam-se às duas fontes de poluição mencionadas, sendo estes três considerados os grandes responsáveis pelo aumento dos óxidos de azoto.
O problema das chuvas ácidas não apenas aumentou com o crescimento populacional e industrial, mas também se espalhou.
A utilização de grandes chaminés, a fim de reduzir a poluição local contribuiu para a disseminação da chuva ácida, liberando gases na atmosfera circulante da região.
Há uma forte relação entre baixos níveis de pH e a perda de populações de peixes em lagos. Com um pH abaixo de 4,5, praticamente nenhum peixe sobrevive, enquanto níveis iguais ou superiores a 6 promovem populações saudáveis.
O baixo pH também faz circular metais pesados como o alumínio nos lagos. O alumínio faz com que alguns peixes produzam muco em excesso, na zoda das guelras, prejudicando assim a sua respiração. O crescimento do fitoplâncton é inibido pelos grandes níveis de acidez e os animais que se alimentam dele são dessa forma prejudicados.
As árvores são prejudicadas pelas chuvas ácidas de vários modos. A superfície cerosa das suas folhas é rompida e os nutrientes perdem-se, tornando as árvores mais susceptíveis ao gelo, a fungos e a insectos. O crescimento das raízes torna-se mais lento e, em consequência disso, menos nutrientes são transportados. Os iões tóxicos acumulam-se no solo e os minerais valiosos para estas espécies são dispersados ou (no caso dos fosfatos) tornam-se próximos à argila.
Os iões tóxicos libertados devido às chuvas ácidas constituem a maior ameaça aos seres humanos. O cobre mobilizado foi implicado nas epidemias de diarreia em crianças jovens e acredita-se que existem ligações entre o abastecimento de água contaminado com alumínio e a ocorrência de casos da doença de Alzheimer.
Consequências
Para a Saúde
A chuva ácida liberta metais tóxicos que estavam no solo. Esses metais podem contaminar os rios e serem inadvertidamente utilizados pelo homem causando sérios problemas de saúde.
Nas Casas, Prédios e demais edifícios
A chuva ácida também ajuda a corroer alguns dos materiais utilizados nas construções, danificando algumas estruturas, como as barragens, as turbinas de geração de energia, etc.
Para o meio ambiente
Lagos
Os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito das chuvas ácidas, pois podem ficar totalmente acidificados perdendo toda a sua vida.
Desflorestação
A chuva ácida provoca clareiras, matando algumas árvores de cada vez. Podemos imaginar uma floresta, que vai sendo progressivamente dizimada, podendo eventualmente ser até destruída.
Agricultura
A chuva ácida afecta as plantações quase da mesma forma que as florestas, no entanto a destruição é mais rápida, uma vez que as plantas são todas do mesmo tamanho e assim, igualmente atingidas pelas chuvas ácidas.
Soluções
De uma forma resumida, poderemos apontar algumas soluções que, a serem adoptadas contribuirão decisivamente para a diminuição deste problema:
Incentivar a utilização dos transportes colectivos, como forma de diminuir o número de veículos que circulam nas estradas.
Utilizar metros (subterrâneos ou de superfície) em substituição à frota de autocarros a diesel, ou então promover a sua substituição por frotas não poluentes (com recurso a motores eléctricos, por exemplo).
Incentivar a descentralização industrial.
Dessulfurar os combustíveis com alto teor de enxofre antes da sua distribuição e consumo.
Dessulfurar os gases de combustão nas indústrias antes do seu lançamento na atmosfera.
Subsidiar a utilização de combustíveis limpos (gás natural, energia eléctrica de origem hidráulica, energia solar e energia eólica) em fontes de poluição tipicamente urbanas como hospitais, lavanderias e restaurantes.
Utilizar combustíveis limpos em veículos, indústrias e caldeiras.
Esta acidez da chuva é causada pela solubilização de alguns gases presentes na atmosfera terrestre cuja hidrólise seja ácida. Entre estes destacam-se os gases contendo enxofre proveniente das impurezas da queima dos combustíveis fósseis.
Pode também dizer-se que as chuvas "normais" são ligeiramente ácidas, pois apresentam um valor de pH próximo de 5,6. Essa acidez natural é causada pela dissociação do dióxido de carbono em água, formando um ácido fraco, conhecido como ácido carbónico, de acordo com a reacção química que se apresenta abaixo:
CO2 (g) + H2O (l) ---> H2CO3 (aq)
O que causa?
Os principais contribuintes para a produção dos gases que provocam as chuvas ácidas, lançados na atmosfera, são as emissões dos vulcões e alguns processos biológicos que ocorrem nos solos, pântanos e oceanos.
A acção humana no nosso planeta é também grande responsável por este fenómeno. As principais fontes humanas desses gases são as indústrias, as centrais termoeléctricas e os veículos de transporte.
Estes gases podem ser transportados durante muito tempo, percorrendo milhares de quilómetros na atmosfera antes de reagirem com partículas de água, originando ácidos que mais tarde se precipitam.
A precipitação ácida ocorre quando a concentração de dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de azoto (NO, NO2, N2O5) é suficiente para reagir com as gotas de água suspensas no ar (as núvens).
Tipicamente, a chuva ácida possui um pH à volta de 4,5, podendo transformar a superfície do mármore em gesso.
A chuva ácida industrial é um problema substancial na China, na Europa Ocidental, na Rússia e em áreas sob a influência de correntes de ar provenientes desses países. Os poluentes resultam essencialmente da queima de carvão com enxofre na sua composição, utilizado para gerar calor e electricidade.
Mas nem sempre as áreas onde são libertados os poluentes, como as áreas industriais, sofrem as consequências dessas chuvas, justamente porque a constante movimentação das massas de ar transporta esses poluentes para zonas distantes.
Por esta razão, a chuva ácida é, também considerada uma forma de poluição transfronteiriça, já que regiões que não poluem podem ser severamente prejudicadas pela sua precipitação.
Como se forma?
Os dois principais compostos que estão na origem deste problema ambiental dão origem a processos diferentes de formação de ácidos:
1- O Enxofre
O enxofre é uma impureza frequente nos combustíveis fósseis, principalmente no carvão mineral e no petróleo, que ao serem queimados também promovem a combustão desse composto, de acordo com as seguintes reacções químicas:
S (s) + O2 (g) ---> SO2 (g)
2 SO2 (g) + O2 (g) ---> 2 SO3 (g)
O enxofre e os óxidos de enxofre podem também ser lançados na atmosfera pelos vulcões.
Os óxidos ácidos formados reagem com a água para formar ácido sulfúrico (H2SO4), de acordo com a equção:
SO3 (g) + H2O (l) ---> H2SO4 (aq)
ou pode também ocorrer a reacção seguinte, formando-se ácido sulfuroso (H2SO3):
SO2 (g) + H2O (l) ---> H2SO3 (aq)
2 - O Azoto
O azoto (N2) é um gás abundante na composição da atmosfera e muito pouco reativo. Para reagir com o oxigénio do ar precisa de grande quantidade de energia, como a que se liberta numa descarga eléctrica ou no funcionamento de um motor de combustão. Estes motores são actualmente os maiores responsáveis pela reacção de oxidação do azoto. Os óxidos, ao reagir com água, formam ácido nitroso (HNO2) e ácido nítrico (HNO3), de acordo com as seguintes reacções químicas:
Na câmara de combustão dos motores, ocorre a seguinte reacção química:
N2 (g) + O2 (g) ---> 2 NO (g)
O monóxido de azoto (NO) formado, na presença do oxigénio do ar, produz dióxido de azoto:
2 NO (g) + O2 (g) ---> 2 NO2 (g)
Por suaq vez, o dióxido de azoto formado, na presença da água (proveniente da chuva), forma ácidos de acordo com a equação:
2 NO2 (g) + H2O (l) ---> HNO3 (aq) + HNO2 (aq)
As evidências de um crescente aumento nos níveis de chuva ácida vêm da análise das camadas de gelo oriundas dos glaciares.
Verifica-se uma repentina diminuição do pH a partir da Revolução Industrial de 6 para 4,5 ou 4.
Desde a Revolução Industrial as emissões de óxidos de enxofre e azoto na atmosfera aumentaram.
As Indústrias e as centrais termoeléctricas que queimam combustíveis fósseis, principalmente o carvão, são a principal fonte desses gases. Já chegaram a ser registados valores de pH abaixo de 2,4 em algumas áreas industriais. O sector dos transportes, movidos a combustíveis fósseis, juntam-se às duas fontes de poluição mencionadas, sendo estes três considerados os grandes responsáveis pelo aumento dos óxidos de azoto.
O problema das chuvas ácidas não apenas aumentou com o crescimento populacional e industrial, mas também se espalhou.
A utilização de grandes chaminés, a fim de reduzir a poluição local contribuiu para a disseminação da chuva ácida, liberando gases na atmosfera circulante da região.
Há uma forte relação entre baixos níveis de pH e a perda de populações de peixes em lagos. Com um pH abaixo de 4,5, praticamente nenhum peixe sobrevive, enquanto níveis iguais ou superiores a 6 promovem populações saudáveis.
O baixo pH também faz circular metais pesados como o alumínio nos lagos. O alumínio faz com que alguns peixes produzam muco em excesso, na zoda das guelras, prejudicando assim a sua respiração. O crescimento do fitoplâncton é inibido pelos grandes níveis de acidez e os animais que se alimentam dele são dessa forma prejudicados.
As árvores são prejudicadas pelas chuvas ácidas de vários modos. A superfície cerosa das suas folhas é rompida e os nutrientes perdem-se, tornando as árvores mais susceptíveis ao gelo, a fungos e a insectos. O crescimento das raízes torna-se mais lento e, em consequência disso, menos nutrientes são transportados. Os iões tóxicos acumulam-se no solo e os minerais valiosos para estas espécies são dispersados ou (no caso dos fosfatos) tornam-se próximos à argila.
Os iões tóxicos libertados devido às chuvas ácidas constituem a maior ameaça aos seres humanos. O cobre mobilizado foi implicado nas epidemias de diarreia em crianças jovens e acredita-se que existem ligações entre o abastecimento de água contaminado com alumínio e a ocorrência de casos da doença de Alzheimer.
Consequências
Para a Saúde
A chuva ácida liberta metais tóxicos que estavam no solo. Esses metais podem contaminar os rios e serem inadvertidamente utilizados pelo homem causando sérios problemas de saúde.
Nas Casas, Prédios e demais edifícios
A chuva ácida também ajuda a corroer alguns dos materiais utilizados nas construções, danificando algumas estruturas, como as barragens, as turbinas de geração de energia, etc.
Para o meio ambiente
Lagos
Os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito das chuvas ácidas, pois podem ficar totalmente acidificados perdendo toda a sua vida.
Desflorestação
A chuva ácida provoca clareiras, matando algumas árvores de cada vez. Podemos imaginar uma floresta, que vai sendo progressivamente dizimada, podendo eventualmente ser até destruída.
Agricultura
A chuva ácida afecta as plantações quase da mesma forma que as florestas, no entanto a destruição é mais rápida, uma vez que as plantas são todas do mesmo tamanho e assim, igualmente atingidas pelas chuvas ácidas.
Soluções
De uma forma resumida, poderemos apontar algumas soluções que, a serem adoptadas contribuirão decisivamente para a diminuição deste problema:
Incentivar a utilização dos transportes colectivos, como forma de diminuir o número de veículos que circulam nas estradas.
Utilizar metros (subterrâneos ou de superfície) em substituição à frota de autocarros a diesel, ou então promover a sua substituição por frotas não poluentes (com recurso a motores eléctricos, por exemplo).
Incentivar a descentralização industrial.
Dessulfurar os combustíveis com alto teor de enxofre antes da sua distribuição e consumo.
Dessulfurar os gases de combustão nas indústrias antes do seu lançamento na atmosfera.
Subsidiar a utilização de combustíveis limpos (gás natural, energia eléctrica de origem hidráulica, energia solar e energia eólica) em fontes de poluição tipicamente urbanas como hospitais, lavanderias e restaurantes.
Utilizar combustíveis limpos em veículos, indústrias e caldeiras.
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o que é e consequencias da chuva acida
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